| CASA ARRUMADA - Carlos Drummond de Andrade A vida é muito mais do que isso... "A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade." Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz. Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas... Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida... Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança. Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto... Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos... Netos, pros vizinhos... E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente. Arrume a sua casa todos os dias... Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela... E reconhecer nela o seu lugar. Carlos Drummond de Andrade |
sábado, 30 de julho de 2011
CASA - CARLOS DRUMONT DE ANDRADE
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
O CÃO E A LEBRE
O CÃO E A LEBRE.
Certa vez um cão estava com muita fome quando viu uma lebre bem gorda e suculenta passando em sua frente, o cão não podia acreditar! Vejam só! que lebre enorme! é a grande chance que tenho! então o cão começou a correr velozmente atrás da lebre, conforme ele corria fazia barulho na perseguição e isso atraia mais cães e que se juntaram a ele e começaram a correr juntos... e esses cães faziam tanto barulho que atraia mais e mais cães! quando se via já eram centenas de cães correndo.. com o passar do tempo, a ultima fileira de cães lá atrás se perguntou: Porque é que estamos correndo mesmo?! e pararam de correr... mais algumas horas e a penúltima fileira de cães também se perguntaram: porque estamos correndo? e assim mais e mais cães foram parando de correr... até que só restou apenas 1 único cão correndo!!
Quem adivinha qual era ele? Quem pensou o primeiro que começou a correr, está certo! Ele foi o único que viu a lebre de verdade, os outros só corriam por causa do barulho de outros cães. Mais o primeiro não! Ele sabia exatamente O PORQUE estava correndo.. E agora eu te pergunto: Você viu a lebre? ou está correndo apenas por causa do barulho de outras pessoas? Viva sua própria vida, persiga seus próprios objetivos e metas! Você vai à Igreja por amor a Jesus ou porque gosta de badalação? Qual é a sua meta? A vida eterna? Pense nisso.
terça-feira, 26 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
A NOVA LÍNGUA PORTUGUESA!
A nova “língua popular brasileira”
Rui Barbosa um dia falou: “Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência”. O que me surpreende é que na época ele não conhecia o MEC e nem sabia das baboseiras da “língua popular”, que é como chamam a língua escrita errada e adotada em livros oficiais de ensino pelo nosso Ministério da Educação e Cultura. Como é possível um ministro da educação aceitar a ideia de que é certo falar errado e corrigir o erro pode ser um preconceito linguístico e gerar um problema para quem falar errado?
Em um dos livros didáticos da língua portuguesa Por uma vida melhor, da coleção “Viver, Aprender”, adotado pelo MEC, “Nós pega o peixe” virou frase correta, pois está de acordo com a “língua popular”. Para onde exatamente querem levar este país? “Os ministro mete os pé pelas mão”. Essa frase está correta? De acordo com o Ministério da Educação deve estar, pois reflete a “língua popular”. A saída deste país é pela porta da educação e do conhecimento e de repente assistimos este debate grotesco por causa de livros errados na rede de ensino e, pior, o próprio ministro da educação vem em defesa do erro. Temos que dar início a um movimento de repulsa total a este tipo de livro para mostrarmos que existe brasileiro com vergonha na cara. O que está acontecendo no Ministério da Educação é um descaso nacional com todos nós, que estudamos e procuramos sair da ignorância. É uma afronta a nossa inteligência. E não venham falar em preconceito linguístico, outro termo sem sentido criado para justificar os desmandos de quem está no comando de nossa falida educação.
Há anos atrás, o professor era uma figura respeitada, e não existia a possibilidade de um aluno desacatá-lo e ficar por isso mesmo. Os pais entendiam a importância de um professor e a escola pública era um exemplo a ser seguido. Os tempos foram mudando, a educação foi acabando, as escolas foram sendo sucateadas, e agora, vem mais este tapa na cara dos professores, pais e homens de bem. É a falência decretada pelo Estado! Vamos aprender errado, vamos falar errado a nossa língua, vamos escrever errado, vale tudo. Quem sabe, no próximo ano, teremos uma nova revisão ortográfica e a oficialização da “língua popular brasileira”. Exames de português não serão mais necessários na escola do futuro e bastará escrever qualquer coisa da forma como se fala, errado ou certo, tanto faz, para ser um culto cidadão. Mais adiante talvez a escrita seja abolida e passaremos a ser uma nação de “burros falantes”. Analisando friamente o que vem acontecendo, chegamos a pensar que deve realmente existir um plano macabro para deixar o brasileiro mais ignorante e despreparado a cada dia e Rui Barbosa é quem estava com a razão quando disse achar que a burrice é uma ciência! Nós é que ainda não acordamos para ela. FONTE: Blog do Escritor Célio Pezza.
Rui Barbosa um dia falou: “Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência”. O que me surpreende é que na época ele não conhecia o MEC e nem sabia das baboseiras da “língua popular”, que é como chamam a língua escrita errada e adotada em livros oficiais de ensino pelo nosso Ministério da Educação e Cultura. Como é possível um ministro da educação aceitar a ideia de que é certo falar errado e corrigir o erro pode ser um preconceito linguístico e gerar um problema para quem falar errado?
Em um dos livros didáticos da língua portuguesa Por uma vida melhor, da coleção “Viver, Aprender”, adotado pelo MEC, “Nós pega o peixe” virou frase correta, pois está de acordo com a “língua popular”. Para onde exatamente querem levar este país? “Os ministro mete os pé pelas mão”. Essa frase está correta? De acordo com o Ministério da Educação deve estar, pois reflete a “língua popular”. A saída deste país é pela porta da educação e do conhecimento e de repente assistimos este debate grotesco por causa de livros errados na rede de ensino e, pior, o próprio ministro da educação vem em defesa do erro. Temos que dar início a um movimento de repulsa total a este tipo de livro para mostrarmos que existe brasileiro com vergonha na cara. O que está acontecendo no Ministério da Educação é um descaso nacional com todos nós, que estudamos e procuramos sair da ignorância. É uma afronta a nossa inteligência. E não venham falar em preconceito linguístico, outro termo sem sentido criado para justificar os desmandos de quem está no comando de nossa falida educação.
Há anos atrás, o professor era uma figura respeitada, e não existia a possibilidade de um aluno desacatá-lo e ficar por isso mesmo. Os pais entendiam a importância de um professor e a escola pública era um exemplo a ser seguido. Os tempos foram mudando, a educação foi acabando, as escolas foram sendo sucateadas, e agora, vem mais este tapa na cara dos professores, pais e homens de bem. É a falência decretada pelo Estado! Vamos aprender errado, vamos falar errado a nossa língua, vamos escrever errado, vale tudo. Quem sabe, no próximo ano, teremos uma nova revisão ortográfica e a oficialização da “língua popular brasileira”. Exames de português não serão mais necessários na escola do futuro e bastará escrever qualquer coisa da forma como se fala, errado ou certo, tanto faz, para ser um culto cidadão. Mais adiante talvez a escrita seja abolida e passaremos a ser uma nação de “burros falantes”. Analisando friamente o que vem acontecendo, chegamos a pensar que deve realmente existir um plano macabro para deixar o brasileiro mais ignorante e despreparado a cada dia e Rui Barbosa é quem estava com a razão quando disse achar que a burrice é uma ciência! Nós é que ainda não acordamos para ela. FONTE: Blog do Escritor Célio Pezza.
domingo, 17 de julho de 2011
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